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Mostrando postagens com marcador Avioes da FAB (Força Aerea Brasileira). Mostrar todas as postagens
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sábado, 4 de julho de 2009


O Lockheed C-130 Hercules é um avião com quatro turbopropulsores cuja função principal é a de transporte aéreo em várias forças armadas em todo o mundo. Capaz de aterrar ou decolar em pistas pequenas ou improvisadas, foi concebido com o intuito de transporte de tropas e carga. Actualmente desempenha uma larga gama de papeis, incluindo transporte de pára-quedistas, reconhecimento climatérico, reabastecimento aéreo, combate aéreo a incêndios] e evacuação médica. Existem mais de 40 modelos do Hercules utilizados em mais de 50 nações. Com mais de 50 anos de serviço, a família C-130 estabeleceu um sólido recorde de confiabilidade e durabilidade, participando em missões militares, civis e de ajuda humanitária.
A família C-130 detém o recorde de mais longo ciclo de produção de aviões militares em toda a história. O primeiro protótipo, o YC-130 voou a
23 de Agosto de 1954 decolando nas instalações da Lockheed em Burbank, na Califórnia. O protótipo, número de série 53-3397, foi pilado por Stanley Beltz e Roy Wimmer. Uma vez construídos os dois protótipos, a produção foi transladada para Marietta, Geórgia, onde foram construídos mais de 2 000 aeronaves.




História
Em 1951, após a primeira crise com a URSS, os Estados Unidos decidiram modernizar a frota de transporte, constituída essencialmente pelos C-47 Skytrain e C-119 Flying Boxcar que participaram na Segunda Guerra Mundial. Assim, a USAF iniciam uma demanda por aviões de assalto que pudessem decolar e aterrar em pistas rudimentares
Em
1952 a USAF aceita o projecto YC-130A da Lockheed e encomenda dois aparelhos. A 23 de Agosto de 1954 o protótipo faz o seu primeiro vôo e dois anos depois, a 9 de Dezembro o C-130A entra ao serviço da USAF.




Descrição
Fabricante
Lockheed Martin
Primeiro vôo
23 de Agosto de 1954
Entrada em serviço
9 de Dezembro de 1956
Missão
Transporte aéreo
Tripulação
4-6


Dimensões
Comprimento

29,79 m
Envergadura
40,41 m
Altura
11,9 m
Área (asas)
162,12 m²



Peso
Tara
33 063 kg
Peso total
70 310 kg
Peso bruto máximo
79 380 kg



Propulsão
Motores
4x
Allison T-56-A-15 de 16 800 cv ou 4x turbopropulsores Rolls-Royce AE2100 de 19 800 cv
Força (por motor)
kN
Performance
Velocidademáxima
621 km/h (
Mach: 0,5)
Alcance bélico
km
Alcance
7 410 km
Tectomáximo
7 010 m
Relação de subida
580 m/min
Armamento
Metralhadoras
Mísseis/Bombas
Capacidade:

92 soldados ou 64 pára-quedistas


Variações do C-130
YF-130: Os dois protótipos, com motores T56-A-1 de 3 250 cv e radar APS-42;
C-130A: Versão da série inicial (216 exemplares) com 4x T56A-1A ou T56-A-9 de 3 750 cv e radar APN-59;
C-130D: Melhoramento do C-130A adaptado para efectuar ligações entre bases no Ártico, com esquis de 6,22 m (12 exemplares);
C-130B: Segunda versão e série (230 exemplares) com 4x T56-A-7 de 4 050 cv. 470 km de alcance ou mais graças a um depósito suplementar;
C-130E: Adaptação do C-130B com 2 reservatórios externos e reforço da fuselagem;
C-130H: Terceira versão de série equipada com T56-A-15 de 4 910 cv
C-130H-30: Modelo para exportação, alongado de 4,57 m
C-130K ou C Mk 1: Versão destinada à Royal Navy (Marinha Britânica) (100 exemplares);
C-130J: Versão modernizada.
Posteriormente surgiram novas versões derivadas do C-130, como o AC-130 gunship, o KC-130 (reabastecimento em vôo) e MC-130 (tropas especiais norte-americanas), WC-130 (de reconhecimento meteorológico) e muitos outros. Para missões civis, destaca-se o L-100 e a aplicação do C-130 ao combate de incêndios.
AC-130: GunShip -
Armamento AC130 1x GAU-12 Equalizer 25mm Gatling gun (AC-130H: 2x M61 Vulcan 20 mm Gatling guns) 1x L60 Bofors 40 mm rapid-fire single-barrel autocannon 1x M102 105 mm howitzer Note: The two M61 Vulcan cannons were removed from the AC-130H around 2002. They, along with the L60 Bofors are being replaced by two M-242 25mm chain guns. The AC-130U is also replacing the GAU-12 and L-60 with two 25mm M-242's.






Emprego na Força Aérea Brasileira

O avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) pousa na Base Aérea de Natal, trazendo a bordo os corpos das 16 primeiras vítimas do voo Air France 447. Foto: Valter Campanato/ABr.
A
Força Aérea Brasileira recebeu seus primeiros três C-130E em 1964. Outras cinco aeronaves se juntaram a frota até 1968. Estas aeronaves equiparam o 1º/1º Grupo de Transporte. Em 1969, foram recebidos três SC-130 para busca e salvamento (SAR) para equipar o 1º/6º Grupo de Aviação e, a partir de 1988, para o 1º/1º Grupo de Transporte.
Em 1975 e 1976, foram recebidos três C-130H e dois KC-130H (versão de
reabastecimento em vôo). Essas aeronaves foram entregues ao 2º/1º Grupo de Transporte de Tropa.
Em 1987, foram adquiridos outros três C-130H. Finalmente em 2001, foram compradas 10 aeronaves C-130H da Itália. Estas últimas estão passando por um amplo processo de modernização, estão recebendo cockpit digital e um sistema de auto-defesa com chaffs e flares. Isto permitirá o emprego operacional destas aeronaves inclusive em zonas de combate, bem próximo a linha de frente ou com ameaça aérea inimiga.
Em sua história, a FAB operou 29 aeronaves C-130. Destas, estão operacionais 23. São missões do C-130 na FAB: transporte de carga, transporte de tropas, apoio ao
programa antártico brasileiro, lançamento de pára-quedistas, reabastecimento em vôo e busca e salvamento.

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sábado, 6 de junho de 2009

T-27 Tucano

O T-27 Tucano, fabricado pela EMBRAER, é um treinador turboélice que inovou o mercado ao introduzir, entre outras novidades, assentos ejetáveis Martin Baker BR8LC em seu equipamento. Sua cabine é muito avançada para um avião de treinamento básico e visa a familiarizar o Cadete, antecipadamente, com os controles dos caças a jato.

Operados como treinadores em Pirassununga, na Academia da Força Aérea, os Tucanos da FAB também equipam Esquadrões de Ataque ao Solo, na sua versão designada AT-27. Além das missões de Treinamento e Ataque, os Tucanos são utilizados pela Esquadrilha da Fumaça em exibições no Brasil e no exterior.

É produzido sob licença na Inglaterra pela Shorts Brothers, recebendo o nome de Shorts Tucano e também pela Aol de Kadar, no Egito. O Tucano ocupa de forma brilhante a posição mais destacada no mercado internacional de aeronaves treinadoras básicas, pelo seu alto desempenho, segurança e robustez.

FICHA TÉCNICA

País de origem: Brasil
Fabricante: Embraer
Tipo: Avião de treinamento e ataque ao solo
Motores: Pratt & Whitney PT6A-25C turboélice de 750 SHP


Desempenho:
Vel. máx. a 3.050 m: 457 km/h
Teto: 9.936 m
Alcance: 2.112 km


Dimensões:
Envergadura: 11,14 m
Comprimento: 9,86 m
Altura: 3,40 m
Área de asa: 19,40 m2
Peso Vazio: 1.810 kg
Peso máximo de decolagem: 3.175 kg


Armamento:
Pode levar tubos para foguetes e bombas em 4 pontos sob as asas


Tripulação:2

Operadores

Brasil, Paraguai, Iraque, Egito, Inglaterra, França, Honduras, Argentina, Colômbia, Venezuela, Peru e Katar.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mirage 2000

Mirage 2000 foi desenvolvido pela Dassault Aviation para a Armée de l'Air em substituição ao programa Avion de Combat Futur. A Dassault Aviation visava atender as necessidades francesas e repetir o sucesso comercial internacional alcançado pelo Mirage III, competindo com o americano F-16.
O primeiro vôo do protótipo ocorreu em 10 de março de 1978. Entrou em serviço em 1984. Atualmente está em processo de substituição pelo
Dassault Rafale, que entrou em serviço em 27 de junho de 2006.


Variantes

Mirage 2000C
A primeira versão a entrar em serviço foi o Mirage 2000C. O Mirage 2000C é um interceptador, não possuindo ainda características de caça multimissão. Um total de 124 caças foram construídos para a AdA.
Os primeiros Mirage 2000Cs foram entregues com o radar Thompson-CSF RDM (Radar Doppler Multifunction). Posteriormente, entrou em serviço o radar RDI (Radar Doppler), muito mais capaz que seu antecessor.

Mirage 2000B
Variante de treinamento com dois assentos do Mirage 2000C. A AdA adquiriu um total de 30 aeronaves.

Mirage 2000N e 2000D
O Mirage 2000N é uma variante desenvolvida para o ataque nuclear. Substituiu o
Mirage IV nesta função. É uma aeronave de dois lugares e carrega um único míssil ASMP. Pode realizar ataques com armas convencionais como o míssil antinavio Exocet AM 39, anti-radar Armat, bombas guiadas e até o míssil cruise Apache.
O Mirage 2000D é uma variante dedicada ao ataque convencional.

Mirage 2000-5 e 2000F
Devido a perda de capacidade do Mirage 2000 diante de aeronaves mais modernas e o tempo ainda necessário para a entrada em produção do seu sucessor, o
Dassault Rafale, foi criada uma nova versão aproveitando a eletrônica desenvolvida para o Rafale. Ao contrário do Mirage 2000C (interceptador) e do Mirage 2000D (caça de ataque), o Mirage 2000-5 é um caça multimissão graças principalmente ao radar RDY (Radar Doppler Multitarget). 37 aeronaves foram atualizadas para o novo padrão e renomeadas como Mirage 2000F.
Uma versão desta variante usando o radar RDY-2 entre outras atualizações é conhecida como Mirage 2000-5 mark 2.

Demais nomenclaturas
Mirage 2000E é o nome dado a versão de exportação do Mirage 2000C. Na época, a França impôs como restrição de exportação para o caça a troca do radar RDI pelo radar RDM+. Como é hábito da Dassault foi criada uma nomenclatura para cada venda realizada.
É motivo de controvérsia as capacidades das aeronaves entregues a cada operador, como também é sabido que ocorreram atualizações locais, como é o caso da India.
As nomenclaturas das versões de exportação são: Miragem 2000M (Egito), Mirage 2000H (India), Mirage 2000P (Peru), Mirage 2000EI (Taiwan), Mirage 2000EDA (Qatar), Mirage 2000EAD (Emirados Árabes) e Mirage 2000EG (Grécia).
O Mirage 2000-9 é a versão de exportação do Mirage 2000-5 mark 2 e foi vendida para os Emirados Árabes que também contratou a atualização dos aviãos antigos para o mesmo padrão.


Uso em combate
O Mirage 2000 foi utilizado em combate pela AdA na Primeira Guerra do Golfo, Bósnia, Kosovo e Afeganistão.

Mirage 2000 no Brasil
No fim da década de 90 a Força Aérea Brasileira criou o projeto FX, que consistia na escolha de um novo caça que substituísse os
Mirage IIIE, baseados em Anápolis. Foram pré-selecionados os seguintes modelos: Lockheed Martin F-16 C/D, JAS 39 Grippen A/B, MIG 29, Sukhoi 27, Eurofighter 2000 e o Mirage 2000-5.
A Embraer apoiou o o Mirage 2000-5, projetando em conjunto com a
Dassault Aviation, uma versão que atendesse aos requisitos da Força Aérea Brasileira, batizada de Mirage 2000Br.
A aeronave foi oferecida através de um
consórcio da Embraer e a Dassault.
Com a demora da decisão na concorrência da Índia, a Dassault anunciou o fechamento da linha de produção do Mirage 2000. Com o novo programa aberto com o nome de FX-2 para a compra inicial de 36 caças, o concorrente francês passou a ser o Rafale F3.
O projeto FX-2 está em sua fase final. O RFP foi emitido pela FAB para três concorrentes: o Rafale F3, o JAS Gripen NG e o F-18 E/F Super Hornet. Enquanto a lacuna nao é coberta, o governo brasileiro decidiu comprar 12 caças Mirage 2000 B/C usados da França, a fim de dar uma solução provisória ao problema de superioridade aérea brasileira.
Pelo acordo de 80 milhões de euros, a França forneceu 12 aviões de caças que se encontram operando na AdA, além de peças, armamentos, treinamento e serviços. Todas as aeronaves passaram por uma grande revisão antes da entrega, o que lhe permite ser operado até 2025. Todas as 12 aeronaves foram entregues entre 2005 e 2008. A FAB estuda a possibilidade de criar um segundo esquadrão também com aeronaves usadas.

Mirage 2000c

Características
Radar Multialvos RDY-2.05.
Sistema Digital de Guerra Eletrônica ICMS MK3 integrado aos demais sistemas da aeronave.
Sistema de Comandos Elétricos de Vôo (
FLY-BY-WIRE).
Sistema Inercial a giros laser acoplado ao GPS.
Sistema de Enlace de Dados (DATALINK) para comunicações Ar-Ar e Ar-Terra.
Motor SNECMA M53-P2 controlado por computador.






Dimensões
Envergadura 9,11m
Comprimento 14,56m
Pontos duros (armamento) 9
Armamento Interno (monoposto) Dois
Canhões DEFA 554 de 30 mm, mísseis MICA, Super 530D, AIM-9 Sidewinder, Magic, bombas e mísseis ar-terra diversos

Peso e desempenho

Dassault Mirage 2000
Peso em Configuração de Combate:
9,5t
Tração Máxima do M53-3: 9,8t
Peso Máximo de Decolagem: 17,5t
Velocidade máxima: Mach 2,2
Velocidade de Aproximação: 140 nós
Razão de Subida Máxima: 60.000 pés/min
Velocidade Mínima Autorizada em Vôo: 0
Teto de Subida a 36.000 pés/MACH 1,8: <5>Teto Operacional: 55.000 pés

Alcance, 5 min COMBATE, MACH 0,8 - FL 300: 780 NM